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Governo anuncia novas medidas para controlar a pandemia

Após reunião do Conselho de Ministros, o Governo apresentou a 13 de janeiro um conjunto de medidas para controlar a pandemia de Covid-19, entre as quais o dever de recolhimento domiciliário, entram em vigor às 00:00 de sexta-feira, dia 15.


Portugal vai “regressar ao dever de recolhimento domiciliário” tal como em março e em abril, alertando que este é simultaneamente o momento “mais perigoso, mas também um momento de maior esperança”, afirmou o Primeiro-Ministro em conferência de imprensa.


As escolas vão manter-se abertas “em pleno funcionamento” como aconteceu até agora. “ Vamos manter a escola em funcionamento e esta é a única, nova e relevante exceção ” , disse o primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião do Conselho de Ministros, durante a qual foram decididas novas medidas de confinamento no âmbito da pandemia de covid-19.


Principais medidas:


Confinamento obrigatório (pessoas com Covid-19 ou em vigilância ativa)
Dever geral de permanecer em casa
Teletrabalho obrigatório
Comércio e serviços encerrados (salvo estabelecimentos autorizados)
Restaurantes e cafés: só take-away ou entregas ao domicílio
Serviços Públicos: mediante marcação prévia
Educação: estabelecimentos de ensino em regime presencial
Cultura: estabelecimentos culturais encerrados
Desporto: exercício ao ar livre, ginásios e outros recintos encerrados.


Consulte as medidas em vigor aqui.

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Pandemia cresce em todos os grupos etários

O Diretor de Serviços de Informação e Análise da Direção-Geral da Saúde (DGS), André Peralta Santos, disse esta terça-feira que se verifica, desde o início do ano, um crescimento do número de casos de COVID-19 em todos os grupos etários, nomeadamente na faixa etária com mais de 80 anos, que engloba a população mais frágil.


“A população tradicionalmente ativa dos 20 aos 60 tem incidências normalmente habitualmente superiores à média nacional, principalmente esta faixa etária dos 20 aos 30 e dos 30 aos 40”, referiu, na reunião do Infarmed.


“Mais uma vez a faixa etária dos mais de 80 anos, que são naturalmente a população mais frágil, que tem um comportamento muito semelhante à média nacional até ao pico e depois não acompanha o decrescimento que se faz, mantém-se uma estabilização e desde o início do ano acompanha a tendência nacional com um crescimento”, sublinhou.


Colocando a faixa etária mais vulnerável no mapa observa-se que há grandes faixas de incidência extremamente elevada na região por todo o país.


Segundo André Peralta Santos, o aumento do número de casos “conduz irremediavelmente” ao aumento das hospitalizações, sendo que se observa uma inversão na tendência no início do ano, com o aumento das hospitalizações totais e um aumento dos casos internados em Unidade de Cuidados Intensivos.

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INSA divulga relatório sobre diversidade do coronavírus em Portugal

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do Núcleo de Bioinformática do seu Departamento de Doenças Infeciosas, disponibiliza um novo relatório de situação sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2, desenvolvido no âmbito do «Estudo da diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19) em Portugal».


Até à data, foram analisadas 2342 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em 69 laboratórios, hospitais e instituições, representando 199 concelhos de Portugal.


Nesta nova atualização, foram inseridas mais 55 sequências com o objetivo de pesquisar a presença da nova variante recentemente identificada no Reino Unido em amostras suspeitas, incluindo amostras associadas a casos positivos de Covid-19 com historial de viagem e amostras com falha de deteção do gene S nos testes de diagnóstico de RT-PCR.


Entre as novas sequências, destacam-se 38 novas sequências da nova variante, as quais são referentes a amostras colhidas nos aeroportos de Lisboa (8) e Porto (11) e a amostras provenientes de todas as regiões de Saúde do país, à exceção da Região Autónoma da Madeira.


Até ao momento, foram detetadas em Portugal um total de 72 casos de infeção associados a esta nova variante, distribuídos pelas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e por 10 distritos de Portugal continental, num total de 28 concelhos.


A diversidade genética e dispersão geográfica desta variante é concordante com a ocorrência de múltiplas introduções independentes e aponta para a existência de transmissão comunitária, tendo estes resultados sido reportados às entidades de Saúde Pública para que sejam monitorizados potenciais contactos e cadeias de transmissão.


O INSA, em colaboração com o Instituto de Gulbenkian de Ciência, prosseguirá com as atividades de vigilância laboratorial do SARS-CoV-2 em articulação com as autoridades de Saúde, mantendo especial foco na deteção de novas introduções e monitorização da circulação da variante do Reino Unido, bem como de outras variantes a suscitar particular interesse pela comunidade científica e autoridades de Saúde.

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