11-01-2024

Equipas do INEM enviadas para missões internacionais recebem louvor

As equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) integradas nas Forças Operacionais Conjuntas (FOCON) que intervieram no sismo que abalou a Turquia e nos incêndios que assolaram o Chile, em fevereiro de 2023 receberam um louvor conjunto dos Ministérios da Saúde, da Administração Interna e do Ambiente e Ação Climática. Estes louvores foram publicados em Diário da República em dezembro 2023 e janeiro 2024.

 

Pode ler-se no Despacho n.º 13216/2023: “No mês de fevereiro de 2023, na sequência do sismo de 7,8 graus de magnitude, na escala de Richter, que causou um elevado nível de destruição na Turquia e na Síria, Portugal enviou, ao abrigo do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, uma Força Operacional Conjunta (FOCON), constituída por 52 elementos, com o objetivo de apoiar as autoridades locais nas ações de busca e salvamento em estruturas colapsadas.

 

Estas ações de busca e salvamento, que decorreram entre os dias 9 e 18 de fevereiro na localidade de Antáquia, na província de Hatay, na Turquia, foram realizadas por uma equipa multidisciplinar que integrou elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, com funções de coordenação, comunicações e logística, da Guarda Nacional Republicana e do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, que realizaram ações de busca e salvamento em estruturas colapsadas, elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica, que prestaram apoio sanitário à FOCON e às vítimas resgatadas, e ainda seis cães.

 

Não obstante o elevado nível de destruição que se verificou na localidade de Antáquia, os resultados alcançados pela FOCON são demonstrativos da inusitada bravura e coragem manifestada por todos os elementos que a integraram, as quais, aliadas a uma grande dedicação em serviço de segurança pública e provado esforço, permitiram ultrapassar as dificuldades, contribuindo para a eficácia da missão.

 

Efetivamente, só operacionais altamente preparados, conscientes das suas capacidades e que treinam envolvimentos operacionais semelhantes aos que encontraram naquele país, reúnem condições físicas e psicológicas para serem projetados em tão curto espaço de tempo e cumprirem de forma digna de louvor as missões que lhes foram confiadas.

 

Assim, pelas excecionais qualidades físicas e morais demonstradas e pela forma extraordinariamente competente como cumpriram esta missão, estes operacionais merecem ser credores do reconhecimento público do Sistema de Proteção Civil e que os serviços por eles prestados sejam enaltecidos e classificados como distintos, (…) “.

 

Já o Despacho n.º 117/2024 refere “ No mês de fevereiro de 2023, na sequência dos incêndios devastadores que assolaram o Chile, Portugal enviou, ao abrigo do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, uma Força Operacional Conjunta (FOCON), constituída por 142 elementos, a qual apoiou as autoridades locais naquela que foi uma complexa operação de combate aos incêndios rurais.

 

A equipa multidisciplinar da FOCON foi constituída por elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, da Guarda Nacional Republicana, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e dos Bombeiros Voluntários da Região de Lisboa e Vale do Tejo, com o objetivo de realizar ações de combate aos incêndios florestais que deflagraram na região de Biobío, entre 11 e 28 de fevereiro. Esteve, ainda, presente uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica, com a missão de prestar apoio sanitário à FOCON.

 

A FOCON foi empenhada em cinco teatros de operações diferentes, todos eles complexos e de grande dimensão, com particular destaque para o papel da FOCON na contenção das linhas de fogo, de forma indireta, através de ferramentas manuais, sendo por isso de enaltecer a grande dedicação à causa pública e o provado esforço que foram demonstrados por todos os elementos que a integraram, mesmo depois de ter sido decidido o prolongamento da missão.

 

As excecionais qualidades físicas e morais demonstradas pelos operacionais envolvidos nesta missão, tais como a bravura, a coragem e o elevado profissionalismo, torna-os justos credores do reconhecimento público do Sistema de Proteção Civil e merecedores de que os serviços por eles prestados sejam enaltecidos e classificados como distintos, (…)”.

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