Boas práticas alimentares

Portugal é o único de 17 países europeus a ter uma abordagem totalmente abrangente na implementação de políticas de nutrição, de acordo com o Nourishing Framework – uma ferramenta de avaliação de políticas para promover a alimentação saudável e reduzir a obesidade do World Cancer Research Fund International.


O reconhecimento do país no âmbito das boas práticas em políticas alimentares e nutricionais aconteceu no Simpósio Europeu de Políticas na área da Prevenção das Doenças Crónicas, que decorreu entre os dias 14 e 16 de junho, em Bruxelas.


No segundo dia do simpósio foi apresentado um estudo que analisou 17 países europeus e destacou Portugal em três grandes áreas de atuação: ambiente alimentar, comunicação para a mudança de hábitos e sistema alimentar. Os resultados apresentados identificam um claro progresso de Portugal no que diz respeito a políticas de nutrição.


De acordo com o Healthy Food Environment Policy Index (Food-EPI), Portugal destaca-se também pela positiva, a par da Noruega e da Finlândia, num conjunto de 11 países europeus (Estónia, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Polónia, Portugal, Eslovénia e Espanha). O Food-EPI é uma ferramenta desenvolvida para avaliar o grau de implementação de políticas públicas com impacto no ambiente alimentar e para identificar e priorizar as ações necessárias à criação de ambientes alimentares saudáveis.


Durante o simpósio, foram também identificadas algumas das melhores práticas em Portugal na área das políticas de nutrição, das quais se destacam a limitação de produtos pouco saudáveis em máquinas de venda automática, a criação de um imposto especial para os refrigerantes e a implementação de restrições na publicidade alimentar direcionada a crianças com menos de 16 anos.


Maria João Gregório, Diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde, considera ser “muito positivo ver o reconhecimento internacional de que Portugal está a fazer um bom trabalho nas políticas alimentares e nutricionais”, acrescentando que “apesar de ainda haver um longo caminho a percorrer, muito já foi feito em Portugal”.


Fonte: SNS

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