Cibersegurança na Saúde

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde (SEAS), António Lacerda Sales, afirmou que têm sido tomadas várias medidas para evitar ciberataques nos hospitais, mas alertou que falar sobre esta matéria é “um enorme risco”, podendo “abrir brechas” no próprio sistema de segurança.


Questionado, na audição parlamentar da equipa ministerial da Saúde que decorreu dia 10 de maio, sobre o ataque informático no dia 26 de abril ao Hospital Garcia de Orta, o governante afirmou que falar sobre uma matéria que tem a ver com a cibersegurança “é desde logo um enorme risco”.


“De alguma forma dá palco a quem não queremos dar palco e, por si só, corre o risco de abrir brechas no próprio sistema de segurança quando fazemos dela uma discussão excessivamente técnica. É um pouco como tentarmos montar um sistema de segurança em nossa casa e falarmos a toda a gente desse sistema de segurança”, explicou.


António Lacerda Sales referiu que têm sido tomadas várias medidas, “com o devido recato e felizmente muito tem sido feito”, pelo Ministério da Saúde e pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).


“Aliás, tudo o que é inovação tem uma componente de segurança associada. Ou seja, quando se investe em algum sistema de informação, obviamente que melhoramos a segurança”, comentou, lembrando que o Plano de Recuperação e Resiliência tem verbas para esta matéria.


O governante salientou que, quando existe um ataque num sistema de saúde, «o principal objetivo será sempre o de repor o mais rapidamente possível o sistema, a rede, minimizando desta forma aquilo que é o impacto sobre o utente, sobre o cidadão, nomeadamente sobre consultas e sobre cirurgias ao nível dos hospitais, ao nível dos centros de saúde».


Segundo o Secretário de Estado, a SPMS criou um Conselho de Coordenação de Segurança da Informação da Saúde, com representantes de várias entidades do Ministério da Saúde, do Serviço Nacional de Saúde, que terá também “um papel importante de coordenação de um conjunto de entidades com responsabilidade nesta matéria” e implica “um processo mudança em matéria de segurança e cujo processo se conclui muito brevemente”.


Fonte: SNS

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