04-11-2021

40 ANOS INEM | Delfina Laurentino: a trabalhadora n.º 1

Hoje damos destaque à trabalhadora mais antiga do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Delfina Laurentino é atualmente Coordenadora Técnica na Unidade de Tesouraria e integra a família INEM desde o primeiro segundo. Conheça a sua história.


Nascida em Moçambique, Delfina veio para Portugal em novembro de 1974, tinha 17 anos. Casada e com um filho, rapidamente iniciou a procura por emprego. Foi nessa altura que uma amiga da sua irmã a informou da existência de vagas para uma comissão recentemente criada com o propósito de desenhar os moldes do socorro pré-hospitalar em Portugal.


Foi desta forma que Delfina conseguiu uma entrevista de emprego no Serviço Nacional de Ambulâncias (SNA), na qual, no próprio dia, lhe foi pedido para datilografar um contrato para aquisição de ambulâncias. Ingressou oficialmente no SNA a 10 de dezembro de 1974.


Nas suas memórias, Delfina recorda como foi trabalhar com o fundador do INEM, Filipe Rocha da Silva. Nas suas palavras, foi uma “aventura muito grande” e explica porquê: “Ele não escrevia, gravava textos em cassetes que eu depois transcrevia, ou andava simplesmente de um lado para o outro da sala a ditar! Mas fazia-o tão bem que, no final, não havia uma vírgula a acrescentar. E para piorar o cenário de ter que datilografar tudo, ouvia sempre um ruído de fundo nas cassetes que me dava. Até que me explicaram que numa altura em que o Dr. Rocha da Silva trabalhava na GNR, entrou um pássaro na sua sala de trabalho. Ficou com ele e levou-o para casa. O pássaro andava sempre ao seu ombro. Eu passava os dias a transcrever ideias sobre a criação de um serviço de emergência médica, com um chilrear de pássaro em fundo (risos).”


Da criação do SNA à transição para o INEM, Delfina Laurentino foi vivendo e acompanhando toda a evolução do Instituto, que este ano comemora 40 anos de existência.


Para Delfina, são os colegas operacionais que, no terreno, mais contribuem para a imagem do INEM na sociedade. “Mas, por trás deles, tem que haver muito trabalho para que toda a estrutura funcione. Na minha opinião, a imagem exterior do INEM só pode ser positiva se existir uma boa estrutura de suporte.”


“Quando oiço uma sirene, lembro-me sempre da importância do nosso trabalho. Sinto orgulho quando o INEM faz um bom trabalho”, refere. E o INEM tem igualmente orgulho em poder contar com o trabalho, dedicação e esforço da Delfina desde há tantos anos!

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