21-10-2021

40 ANOS INEM | Participação no Grande Prémio de Portugal em Fórmula 1

A 21 de outubro de 1984, o Autódromo do Estoril recebia o Grande Prémio de Portugal em Fórmula 1, evento desportivo no qual o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) pôde testar em condições reais os seus princípios de atuação: deteção, alerta, pré-socorro, socorro no local do acidente, cuidados durante o transporte, transferência e tratamento definitivo.


Numa entrevista concedida à Revista Emergência Médica, o fundador e presidente do INEM, Filipe Rocha da Silva defendia que “o INEM tem pugnado pela melhoria de socorros na estrada e tem, para tal, desenvolvido uma filosofia que se baseia em princípios como: sistema de alerta rápido, instalação de Centrais de Emergência capazes de acionar meios próprios, constituídos por pessoal o mais apto possível para socorros no local e enquanto se procede a uma evacuação eficaz”. Para o médico cardiologista, “o sistema que se montou no autódromo foi parecido: os comissários de pista tinham a missão de dar o alerta em caso de acidente; equipas de reanimação móveis estabilizavam o sinistrado no local do acidente, evacuando-o posteriormente para o Centro Médico ali montado donde, se necessário, seguiria devidamente assistido para serviços hospitalares especializados”.


A 21 de outubro de 1984, o Autódromo do Estoril recebia o Grande Prémio de Portugal em Fórmula 1, evento desportivo no qual o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) pôde testar em condições reais os seus princípios de atuação: deteção, alerta, pré-socorro, socorro no local do acidente, cuidados durante o transporte, transferência e tratamento definitivo.

In Emergência Médica – Revista do Instituto Nacional de Emergência Médica, Ano I, número 3, novembro 1984


Na prática, o INEM foi responsável por montar e organizar o Serviço Médico de Pista, através do qual foram socorridos os pilotos em prova e qualquer outra pessoa interveniente no funcionamento ou organização da mesma, vítima de acidente ocorrido ao longo dos treinos ou competição. O Serviço Médico de Pista era constituído por cinco equipas móveis de reanimação e que atuavam, cada uma delas, com uma ambulância satélite, dois veículos “rescue” medicalizados e um Centro Médico constituído por sala de tratamentos, ambulatório, reanimação e anexos.


Já a prestação de socorros ao público ficou a cargo da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e de ambulâncias do Serviço Nacional de Bombeiros.


Em complemento, estiveram à disposição deste dispositivo de Emergência Médica alguns especialistas e respetivos serviços hospitalares de Cirurgia Cardiovascular Torácica, Cirurgia Plástica/Queimados, Traumatologia, Neurocirurgia, Anestesia-Reanimação e Cirurgia Geral.


Na visão de Rocha da Silva, a participação do INEM no Grande-Prémio “constituiu uma oportunidade de proceder a uma coordenação dos vários intervenientes nos socorros e formação de socorristas, em especial bombeiros”.

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