15-06-2021

Gestos que salvam! – o que fazer em caso de contacto com a Caravela Portuguesa

Agora que o bom tempo chegou e que as idas à praia se tornam mais frequentes, o Instituto Nacional de Emergência Médica relembra como agir em caso de contacto com Caravela Portuguesa.
 

A Caravela Portuguesa/Physalia Physalis, também conhecida por “garrafa azul”, possui uma estrutura flutuadora vesicular com uma campânula avermelhada ou vermelha azulada. Não tem movimento próprio, e flutua à superfície das águas empurrada pelo vento.
 
Possui tentáculos (que podem chegar aos 20m) onde se encontram células urticantes que, ao toque, podem originar sintomas como urticária. Tem tendência para permanecer à superfície das águas em horas de sol menos intenso, pelo que é maior o risco de ser encontrada pela manhã, final da tarde e à noite.
 
Quando tocada, é normal que nos primeiros 15 minutos surjam queixas como sensação de calor, ardor ou queimadura, e podem até aparecer na pele algumas bolhas com líquido. Mais tarde surge dor, que pode ser intensa, de instalação rápida e com sensação de formigueiro e comichão. Estas queixas são tão mais intensas quanto maior a quantidade de filamentos contactados e o tempo de duração do contacto.
 
O que deve fazer se entrou em contacto com a Caravela Portuguesa?

  • Lavar a área afetada, sem esfregar, com água do mar e NUNCA com água doce;
  • Retirar os tentáculos utilizando uma pinça ou um cartão de plástico (ex.: cartão de crédito);
  • Aplicar vinagre e NUNCA álcool;
  • Aplicar calor para alívio da dor;
  • Dirigir-se a um centro médico para tratamento de acordo com as queixas.

 
Em qualquer caso pode  contactar o CIAV (Centro de Informação Antivenenos) do INEM através do número – 800 250 250.

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