04-03-2021

Revista Visão: Como combater a fadiga mental

Quase um ano de pandemia trouxe consigo um tsunâmi na saúde psicológica, que ganhou relevância na agenda política e na sociedade civil. Mas também o cansaço físico de quem se vê entre quatro paredes faz mossa. Aqui se contam histórias de quem foi ao tapete e deu a volta e apontam-se pistas para restaurar forças e seguir em frente.


Para quem está na primeira linha do combate à pandemia, a perceção é outra. “Mais do que a doença e o confinamento, cansa-me o negativismo, as opiniões nas redes sociais e os comportamentos negligentes das pessoas”, desabafa Igor Cunha, Técnico de Emergência Pré-Hospitalar, em Gondomar, e um dos primeiros a ter Covid-19, a 12 de março.


Já Sónia Cunha, psicóloga do INEM, confirma o que já se esperava: o aumento das alterações emocionais e de comportamento. As chamadas de apoio por telefone subiram 63% e os acompanhamentos no terreno 48%, sobretudo desde maio, quando dispararam os pedidos de ajuda, após uma redução inicial no primeiro confinamento. A prioridade das equipas é estabilizar emocionalmente as pessoas e ajudá-las a resolver problemas. Como exemplo, refere o caso de um homem de meia-idade com Covid-19 e sem sintomas, em casa com um filho de 7 anos, estando o outro, com 21, na unidade de cuidados intensivos. “Deixou de ligar aos amigos, sentia culpa por ser o primeiro a ficar positivo e não estava a aguentar o isolamento e a gestão familiar; ao fim de seis dias, ligou, em desespero.” Contactaram-se pessoas amigas que lhe levaram comida, bem como o hospital, para saber do filho, “porque ele não conseguia tomar decisões sozinho naquele momento”.


Estes excertos fazem parte do artigo da revista Visão “Como combater a fadiga mental”, disponível na edição impressa.

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