Covid-19 | Variante do Reino Unido

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) estima que, desde o início de dezembro, tenham sido registados a circular em Portugal cerca de 30 mil casos com a variante (da Covi-19) recentemente identificada no Reino Unido (VUI202012/01).

 

De acordo com o Núcleo de Bioinformática do Departamento de Doenças Infeciosas do INSA a prevalência estimada da nova variante foi de cerca de 13%.
 
Para a determinação desta prevalência foi utilizada uma ferramenta em tempo real, desenvolvida no âmbito da colaboração entre o INSA e a Unilabs, em que, através da sequenciação genómica, foi determinada uma correlação forte entre a falha na deteção do gene «S» em alguns testes de diagnóstico e a presença da variante do Reino Unido, com um valor preditivo acima dos 95%.
 
Cumprimento escrupuloso das medidas de confinamento
 
Dado ser mais transmissível, «ela aumentará naturalmente ao longo do tempo mesmo que o número de casos diminua, como se espera que aconteça com o confinamento. Em face desta realidade, é da maior importância o cumprimento escrupuloso das medidas de confinamento decretadas» apela o INSA.
 
Dados acumulados, até à data, mostram que não existe diferença na distribuição etária dos casos Covid-19 com e sem a variante do Reino Unido. Para ambos os grupos, as faixas etárias mais atingidas são dos 20 aos 50 anos.
 
De forma a alargar a vigilância com base na sequenciação genética, o INSA está a receber amostras referentes ao mês de janeiro, provenientes de dezenas de Laboratórios de todo o país, para fazer a monitorização alargada e com representatividade geográfica, da emergência, evolução e distribuição de todas as variantes genéticas do SARS-CoV-2 que circulem em Portugal.
 
Fonte: SNS

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