10-09-2020

Dia Mundial da Prevenção do Suicídio: relembre os sinais de alerta e saiba o que fazer

O suicídio é responsável por cerca de 800 mil mortes a cada ano, mais do que o cancro da mama, a malária, a guerra ou os homicídios, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, relembramos os conselhos do Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) para detetar sinais de alarme, o que fazer e como ajudar uma pessoa em risco.

 

Os comportamentos suicidas ocorrem como resposta a uma situação que a pessoa vê como devastadora e cuja única solução aparente é a morte. No entanto, esta é uma solução permanente para um problema passageiro. A tentativa de suicídio é um pedido de ajuda que nunca deve ser ignorado.

 

As pessoas lidam de diferentes formas com o sofrimento e apesar de possuírem vários sinais de risco não significa que cometam o suicídio. Assim, é importante estar atento aos seguintes sinais de alarme:

  • Abandona amigos e/ou atividades sociais;
  • Perde o interesse em hobbies, trabalho, escola, etc.;
  • Não consegue assumir as responsabilidades diárias;
  • Apresenta um estado emocional alterado ou instável (agitação, irritabilidade, descontrolo, agressividade);
  • Tem um plano de suicídio estruturado;
  • Prepara a morte, fazendo carta de despedida ou testamento e preparativos finais;
  • Oferece objetos pessoais significativos;
    Adota comportamentos de risco (e.g. consumos excessivos de álcool e/ou drogas);
  • Passou recentemente por perdas/separações significativas;
  • Fala sobre a morte e morrer;
  • Tentou o suicídio anteriormente.

 

Como ajudar alguém em risco?

  • Crie proximidade sem colocar-se em risco, tente estabelecer uma relação de confiança;
  • Procure escutar, sem fazer juízos de valor;
  • Demonstre interesse em ajudar;
  • Permita que a pessoa expresse os seus sentimentos (por exemplo, raiva, tristeza, revolta);
  • Tente perceber se existe um plano de suicídio;
  • Nunca deixe a pessoa sozinha;
  • Procure envolver outras pessoas (colegas, familiares, …);
  • Encoraje a procurar ajuda profissional;
  • Procure estabelecer com a pessoa um plano de ajuda;
  • Caso avalie risco de suicídio, não hesite, ligue 112.

Consulte e partilhe a brochura do CAPIC sobre prevenção do suicídio.

 

Se se identifica com alguns dos sinais de alarme é importante:

  • Reconhecer que necessita de ajuda. Todos nós, em algum momento das nossas vidas, necessitamos de ajuda;
  • Procure alguém da sua confiança para falar. Falar com alguém ajuda a pensar em alternativas para os problemas;
  • Poderá necessitar de ajuda profissional. Fale com o seu médico assistente sobre o que está a sentir e a pensar.
  • Poderá necessitar de medicação ou de psicoterapia para o ajudar a ultrapassar o problema;
  • Se sentir que não está a conseguir controlar os seus impulsos e que poderá colocar-se em risco, ligue 112.
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