Registo Clínico Integrado: O desafio da Interoperabilidade

 

Designação do Projeto: Registo Clínico Integrado: O desafio da Interoperabilidade
Código do Projeto: POCI-02-0550-FEDER-043960

 

Objetivo principal:

Este projeto tem por objetivo melhorar os sistemas de suporte a processos nas vertentes operacional, de suporte e de governação, assegurando também os procedimentos de integração com os sistemas de informação geridos pelos SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, nomeadamente com o módulo de urgência do SClinico instalado em algumas urgências hospitalares e com o registo de saúde eletrónico.

 

Região de Intervenção: Norte & Centro
Entidade Promotora: INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica, I.P.
Coordenação do Projeto: Filipa Barros
Data de Aprovação: 23-03-2020
Data de início: 01-06-2020
Data de Conclusão: 31-05-2022
Investimento Total Elegível: 873.515,70€
Incentivo Financeiro Total: 742.488,35€
Apoio financeiro da UE: FEDER – Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional

 

Objetivos:

Com o projeto Registo clínico integrado – O desafio da interoperabilidade, pretende-se:

  • Melhorar a qualidade assistencial através da integração da informação e da gestão em tempo real de todos os meios;
  • Melhorar a segurança do doente e da informação através de sistemas que permitem a rastreabilidade da informação (medicamentos, dispositivos médicos e documental), a integração da informação internamento e com os diferentes parceiros e o armazenamento e utilização segura, contribuindo para a consolidação e melhoria do desempenho global do ecossistema de informação de saúde.
  • Melhorar a relação com os parceiros e entidades reguladas, designadamente ao nível da simplificação e digitalização de processos, contribuindo para a total transparência das decisões do INEM e para o aumento da confiança por parte dos parceiros;
  • Melhorar significativamente a eficácia e eficiência (técnica e operacional) no domínio primário do INEM: SALVAR VIDAS.

 

Descrição do projeto:

Trata-se de um projeto inovador que vem alterar o paradigma de análise de informação clínica de doentes em situação de emergência médica e, por envolver todo o sistema nacional de emergência médica, replicável em todas as unidades do SNS onde existam meios de emergência do INEM, dado que embora os mecanismos de replicabilidade da operação assentam nos já existentes no INEM para gerir a informação clínica dos doentes, irá suprir os gaps ou atrasos na informação existentes.

Por sua vez, este projeto constitui um enorme avanço tecnológico, na medida em que irá disponibilizar uma rede de comunicação mais adequada à atualidade. Numa era da desmaterialização dos processos, é fundamental que o INEM promova esta prática e que tire partido dos recursos tecnológicos para otimizar a comunicação entre os CODU (Centros de Orientação de Doentes) e os operacionais no terreno, aproximando cada vez mais o médico regulador do doente, melhorando a sua performance na obtenção de resultados estatísticos comparáveis a nível nacional. Isto é, será possível saber o que fazemos, porque fazemos e como podemos melhorar/otimizar a atuação pré-hospitalar, porque a utilização desta ferramenta tecnológica permitirá quantificar os doentes avaliados pelos profissionais de emergência pré-hospitalar quanto ao seu estado de gravidade.

Paralelamente, esta ferramenta será ainda imprescindível para a auditoria, monitorização e progressiva melhoria da medicina pré-hospitalar nacional.

Neste sentido, o projeto assenta a sua relevância clínica e tecnológica, no desenho, desenvolvimento e implementação de uma nova plataforma, denominada ITEAMS, que permitirá identificar em tempo real as situações críticas, priorizando a verdadeira emergência e otimizando a resposta às clinical pathways pré-hospitalares relevantes, com impacto direto na saúde pública nacional e consequente diminuição da morbimortalidade, e a nível económico.

O i-TEAMS (INEM Tool for Emergency Alert Medical System),não será apenas um registo clínico eletrónico otimizado da versão existente do ICARE – Integrated Clinical Ambulance Record, mas também uma ferramenta tecnológica interativa entre os CODU e o terreno, sendo que a comunicação em tempo real de forma eficaz e segura das atuações para os hospitais, permitirá rececionar os doentes, permitindo a criação de VIAS VERDES de informação, i.e., informação relevante, célere, no momento certo e no sítio certo.

 

Atividades & Resultados Esperados:

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