20-07-2020

Gestos que salvam – o que fazer em caso de desidratação

A desidratação ocorre quando uma pessoa não bebe água em quantidade suficiente para repor os fluídos perdidos pelo organismo através do mecanismo normal da transpiração, como sucede em dias de muito calor, ou em caso de vómitos e diarreia. Como tal, é importante ajudar a vítima a hidratar-se, para evitar que uma ligeira desidratação se transforme num problema mais grave. Os sintomas da desidratação começam a surgir quando o organismo perde apenas 1% dos seus fluídos.

 

Desidratação ligeira – Sinais e sintomas:

  • Cansaço invulgar, sede, dor de cabeça, boca, lábios e olhos secos;
  • Fraqueza muscular e possíveis cãibras;
  • Tonturas ou sensação de cabeça leve, quando está de pé.

 

Desidratação moderada a grave – Sinais e sintomas:

  • Indisposição relacionada com o calor;
  • Sede crescente;
  • Irritabilidade;
  • Urina mais escura e pouco frequente, podendo mesmo deixar de urinar;
  • Presença de prega cutânea, isto é, depois de beliscada e pele não volta ao normal – (sobretudo em bebés e idosos);
  • Convulsões (contrações involuntárias e generalizadas dos músculos) ;
  • Inconsciência – a vítima deixa de responder à chamada, não abrindo os olhos, não se mexendo e não falando;

Estas duas últimas situações ocorrem nos casos mais graves.

 

O que fazer:

  • Se a vítima estiver consciente e falar bem consigo, sente-a e dê-lhe a beber água em pequenos goles, de forma compassada, mas repetida e persistente.
  • Em caso de vómitos e/ou diarreia, ligue SNS24 – 808 24 24 24
  • Não lhe dê nada para comer, porque poderá desidratar ainda mais a vítima.
  • Aconselhe a vítima a descansar num local abrigado do calor. Ela deverá começar a melhorar, mas se isso não acontecer ligue SNS24.

Atenção:

  • Nunca dê nada a beber a uma vítima inconsciente, porque ela poderá engasgar-se;
  • Se a vítima ficar inconsciente ou tiver alguma convulsão ligue de imediato 112.

 

Siga as recomendações da Direção-Geral da Sáude.

A emergência médica começa em si. Colabore com o INEM. Juntos, podemos salvar vidas!

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