30-06-2020

Redes Sociais : Usa mas não abuses!

Criado em 2010 pelo site norte-americano Mashable, o Dia Mundial das Redes Sociais comemora-se a 30 de junho. A ideia é fazer o devido reconhecimento da revolução digital, mas também refletir sobre o perigo do excesso do seu uso.

Numa fase em que o digital tem assumido uma preponderância fulcral na vida de todos nós, é importante reforçar que a utilização das redes sociais, caso não exista a devida moderação, pode ser uma prática que pode originar problemas a nível mental e comportamental, como stress, ansiedade ou depressão.

Uma pesquisa do Instituto de Psicologia Aplicada sublinhou mesmo essa realidade ao revelar que mais de mais de 70% dos jovens portugueses, até aos 25 anos, revela dependência da Internet. É assim decisivo estar a par das eventuais consequências do uso indevido das redes sociais assim como saber o que fazer para optar por alternativas saudáveis de socialização.

 

UM HÁBITO QUE PODE TORNAR-SE NUM VÍCIO

É incontornável que a Internet e, em particular, as redes sociais, permitem uma maior e mais democrática possibilidade de comunicação. Parte da rotina de muitos, essa prática fez nascer formas virtuais de relacionamento e gestão de tempo.

E quando se perde o sentido de moderação, podemos estar perante um quadro aditivo que levará a consequentes problemas nas relações pessoais, saúde e contacto com o mundo real.

Algumas pesquisas sublinham mesmo estados de dependência que derivam desse comportamento e respetivos sintomas psicológicos de abstinência.

 

7 CONSEQUÊNCIAS DO USO INDEVIDO DAS REDES SOCIAIS

1. Quebra do bem-estar
Quanto mais tempo as pessoas dedicam ao Facebook, pior se sentem, o que significa uma redução do nível de bem-estar.

2. Perturbação do sono
A relação entre o ser humano e a captação da luz alterou-se com a vulgarização das novas tecnologias, devido ao efeito da iluminação artificial desses aparelhos. Alguns estudos sublinham que esse facto pode inibir a produção da melatonina, a hormona que controla os ciclos do sono.

3. Ansiedade
Segundo um estudo realizado em 2012, publicado no National Center for Biotechnology Information, quanto mais redes sociais se frequenta, maior é a possibilidade de desenvolver um quadro de ansiedade. Entre os sintomas relatados estão sentimentos de inquietação e dificuldades de concentração.

4. Risco de depressão
As pessoas que utilizam várias redes sociais têm um risco acrescido de entrarem num estado depressivo. Essa é a conclusão de um estudo que identificou como razões, por exemplo, o cyberbullying e ter uma visão distorcida da vida alheia.

5. Aumento da frustração
Um estudo concluiu que as mulheres que passam mais tempo no Facebook apresentam índices de felicidade e confiança mais reduzidos. Segundo os investigadores, “quando esses utilizadores de Facebook comparam as suas vidas com outras repletas de sucessos profissionais e relações felizes, sentem-se, por comparação, frustrados”.

6. Aumento do stress
As redes sociais assumem-se como um novo espaço público que serve para desabafar e opinar sobre qualquer assunto. Caso esse tema seja sinónimo de preocupação, a sua constante referência, por exemplo no feed do Facebook, alimenta o stress que daí deriva.

7. Isolamento Social
Quem passa mais tempo nas redes sociais tem o dobro da probabilidade de relatar experiências de isolamento social. De acordo com algumas pesquisas, esse quadro pode envolver sensações como a falta de pertença, envolvimento com os outros e a incapacidade de obter relacionamentos duradouros.

 

COMO FAZER UM DETOX ÀS REDES SOCIAIS?

Quase sem dar por isso, são muitos milhões os que passam horas nas redes sociais. Os motivos variam entre dizer “olá” a um amigo, procurar informação ou simplesmente espreitar a vida alheia.

Mas, quando esse hábito se torna numa obsessão está na hora de abandonar o mundo virtual, concentrar-se na vida real e socializar fora da Internet, por motivos de saúde. Eis alguns passos para fazer um detox às redes sociais.

Reflita sobre o efeito das redes sociais
Procure entender o quanto as redes sociais afetam a sua rotina e pense naquilo que poderia fazer caso utilizasse melhor esse tempo. Optar por estar presencialmente com os amigos, fazer exercício físico, ler ou aprender uma outra língua são atividades que aumentam a saúde física e mental e o bem-estar.

Reduza gradualmente o tempo dedicado às redes sociais
O Facebook e o Instagram são algumas das redes sociais que têm mais seguidores, sendo que os mesmos lhes dispensam várias horas diárias. Caso, por exemplo, dedique duas horas a esse hábito, tente, gradualmente, reduzir esse período de fidelização. Experimente, por exemplo, meia hora por semana. Passado algum tempo não vai precisar de mais do que apenas alguns minutos para se sentir realizado. Ou não usar as redes sociais de todo.

Proteja a sua privacidade
As redes sociais incentivam à partilha de contactos e fotografias, atos que podem comprometer a sua privacidade. Exemplo disso é a política de privacidade do WhatsApp que possibilita que o aplicativo partilhe dados com o Facebook. A única forma de o evitar é desinstalar as duas aplicações, evitando assim invasões de privacidade.

Saia de casa
Quanto mais o fizer, mais natural lhe parecerá. Conversar, cara à cara, com os seus amigos é tão ou mais interessante do que fazê-lo através de uma rede social e reforça os laços emotivos.
Pesquisas demonstram que as pessoas são mais felizes quando dedicam menos tempo às novas tecnologias.

Arranje um hobby
Pode fazê-lo de forma individual ou em grupo. O grande objetivo é descobrir algo que realmente gosta e concentrar-se nessa tarefa. Está provado que um hobby promove o bem-estar e a autoestima.

Viaje
Visite novos lugares e conheça outras pessoas e culturas. Se possível, tire fotografias (com uma câmara normal e nunca com um smartphone ou tablet para evitar a tentação de publicá-las nas redes sociais) para recordar esses ambientes e momentos.
Vai ver que é incomparavelmente mais estimulante que adicionar “amigos” no Facebook.

Faça um retiro offline
A noção da dependência crescente das novas tecnologias e redes sociais tem feito nascer novas preocupações. Existem já algumas associações que organizam retiros offline onde as novas tecnologias têm acesso negado, defendendo que só assim se consegue conectar, de facto, com os outros.

Nunca desista
Combater um vício nunca é fácil, mas nunca desista de reduzir a influência das redes sociais na sua vida. Caso esteja consciente de que quer realmente fazer este detox não ceda à tentação de espreitar as redes sociais, nem que seja só por um minuto.
Concentre-se e vai perceber que a sua vida pode melhorar sem a dependência de “likes”, comentários positivos ou partilhas.

Fonte: Medis | Bem-estar e Desporto

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