03-06-2020

Desinfeção das Ambulâncias do INEM

Relativamente à questão surgida recentemente sobre a retração das linhas de descontaminação das Ambulâncias do INEM, importa esclarecer que:

 

As linhas de descontaminação das Ambulâncias constituíram um reforço de segurança que o INEM quis implementar na fase de contenção da epidemia, destinadas especificamente às ambulâncias dedicadas ao transporte de casos suspeitos de Covid-19, através da utilização do descontaminante “zoono”, adquirido pelo Instituto, e aproveitando a colaboração da GNR e Exército para este efeito, que muito se agradece. Foi, inclusivamente, possível prolongar este acordo até à presente data.

 

Na atual fase de evolução da pandemia, e tendo em conta o número de casos suspeitos/confirmados de doentes COVID-19, verifica-se uma diminuição progressiva e sustentada do número de doentes transportados pelas Equipas do INEM e dos seus parceiros no Sistema Integrado de Emergência Médica (Bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa), inclusivamente na região Metropolitana de Lisboa. Este facto permite que o processo de desinfeção das ambulâncias volte à sua rotina habitual, tendo o INEM retraído as linhas de descontaminação operacionalizadas em Lisboa, no Porto e em Coimbra.

 

No que se refere à higienização das ambulâncias, os procedimentos a seguir voltaram a ser semelhantes àqueles que os profissionais já realizavam antes do contexto da pandemia e que estão definidos no documento “Plano de Higienização da Ambulância”, elaborado pela Comissão de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos do INEM.

 

Os profissionais do INEM dispõem de todos os equipamentos e produtos necessários para poderem cumprir aquela que é uma das suas funções, com a máxima segurança possível. Reforça-se que esta sempre foi uma atividade desenvolvida pelos técnicos do INEM, e para a qual têm formação específica.

 

De notar que apenas uma percentagem ínfima das Ambulâncias do INEM teve acesso às referidas linhas de descontaminação, porquanto as mesmas se localizavam nas grandes cidades. Os meios que operam longe destes centros urbanos (Gaia, Coimbra e Lisboa), e que também transportam diariamente casos suspeitos Covid-19, sempre fizeram e continuam a fazer a higienização das Ambulâncias de acordo com os procedimentos definidos pelo INEM.

 

Finalmente, importa salientar que o INEM dispõe de quadros técnicos competentes para definir os procedimentos a seguir pelos seus operacionais, emitindo orientações técnicas cientificamente fundamentadas que, quando devidamente seguidas, garantem a segurança das suas intervenções, para os profissionais, as vítimas e o público em geral.

 

A segurança dos profissionais e dos doentes é e será sempre uma das prioridades do INEM.
Apesar do contexto em que as suas equipas intervêm, o número de trabalhadores e colaboradores do INEM que contraíram Covid-19 é muito baixo. Ao dia de hoje, existem dois casos positivos de Covid-19 em profissionais do INEM. Não há qualquer registo de novos casos confirmados em trabalhadores do INEM desde 3 de abril.

imagem do post do Desinfeção das Ambulâncias do INEM
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