21-05-2020

Balanço da atuação do INEM em contexto COVID-19

Portugal vive num cenário de pandemia provocada pelo novo Sars-Cov-2 desde o início de março. Os trabalhadores e colaboradores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encontram-se desde o primeiro minuto, na linha da frente da resposta a este surto. Volvidos mais de dois meses desde o início da pandemia em Portugal, terminado o Estado de Emergência, decretado o Estado de Calamidade e em plena fase de desconfinamento, importa dar conta de alguns números do trabalho efetuado pelos profissionais do INEM.

 

Desde o início de março, até ao dia 17 de maio, o INEM transportou cerca de 12.643 utentes suspeitos de infeção por COVID-19. Nestes 78 dias de atividade pandémica no nosso país, o INEM transportou uma média de 162 casos diários. Importa relembrar que, com a passagem para a Fase de Mitigação no plano de resposta da Direcção-Geral da Saúde à COVID-19, qualquer situação de falta de ar (dispneia) triada pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) é considerada suspeita de COVID-19, obrigando os profissionais de emergência médica pré-hospitalares a cuidados redobrados. Todos estes transportes obrigaram a que os operacionais das ambulâncias utilizassem o EPI adequado à situação clínica do utente e adaptassem os procedimentos técnicos a instituir aos utentes assistidos.

 

Concomitantemente, os transportes realizados obrigaram a uma desinfeção cuidadosa das ambulâncias e dos seus equipamentos. Algumas destas desinfeções foram realizadas em colaboração com a Guarda Nacional Republicana, Forças Armadas e outros Agentes de Proteção Civil.

 

Desde o passado dia 10 de março que o INEM disponibilizou equipas de enfermagem para efetuar recolha de amostras biológicas em domicílios, lares ou outras instituições. Estas equipas foram mobilizadas com o intuito de diminuir a necessidade de transporte de utentes aos hospitais. Os utentes que não necessitem de cuidados médicos hospitalares ficam no domicílio, em isolamento profilático, e são posteriormente contactados pelas Autoridades de Saúde para os informar do resultado da análise recolhida. Assim, para além de diminuir a probabilidade de novos contágios, é retirada pressão às unidades hospitalares. As seis equipas que o INEM criou para este efeito efetuaram um total de 7.497 recolhas de amostras para análise até à data.

 

Com o objetivo de detetar precocemente casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus, o INEM alocou aos aeroportos continentais equipas para monitorizar e avaliar casos suspeitos COVID-19 que chegavam os nossos aeroportos. Desde o dia 20 de março e até ao dia 10 de maio, foram monitorizados pelo INEM 1.598 passageiros, tendo sido detetados 10 casos suspeitos. Foram igualmente controlados pelos trabalhadores do INEM 1.916 passageiros do navio cruzeiro MSC Fantasia, aportado em Lisboa, não tendo sido detetado qualquer caso suspeito.
O INEM operacionalizou adicionalmente estruturas de apoio para unidade hospitalares, tendo montado tendas de triagem nos Hospitais de São João no Porto e Dona Estefânia em Lisboa. Auxiliou ainda na montagem de um “hospital de campanha” em Ovar, com a cedência de material e consultoria técnica para montagem da estrutura provisória.

 

Desde o início da pandemia, que 18 trabalhadores e colaboradores do INEM testaram positivamente COVID-19. A 17 de maio apenas 3 profissionais estão infetados, sendo dois deles prestadores de serviços. Todos estes profissionais tiveram o acompanhamento devido por parte de equipas do INEM criadas para o efeito, e nenhum inspirou cuidados. Desde o início de março e até ao dia 17 de maio, foram acompanhados pela Comissão de Prevenção e Controlo de Infeção e de Resistência aos Antimicrobianos (CPCIRA) do INEM, 263 trabalhadores e colaboradores do INEM.

 

Num contexto pandémico, que obrigou ao isolamento social, o INEM soube adaptar-se, tendo criado soluções para que os seus trabalhadores pudessem exercer funções através do regime de teletrabalho. Foram criadas condições para que 200 profissionais trabalhassem a partir de casa, não só trabalhadores de backoffice, mas também profissionais dos CODU. Pela primeira vez na história do INEM, técnicos do CODU puderam atender e triar chamadas de emergência a partir das suas casas.

 

A par de todo o trabalho efetuado em contexto COVID-19, o INEM, através do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), continuou a responder ao trabalho quotidiano, às doenças súbitas e acidentes que não deixaram de acontecer, garantindo a prestação de cuidados de emergência pré-hospitalar a todos os cidadãos que deles necessitaram.

 

Mais do que um balanço da atividade desenvolvida, estes números demonstram de forma inequívoca que Portugal pode contar com o INEM e com os seus trabalhadores, colaboradores e parceiros, da mesma forma que o INEM irá continuar a contar com a colaboração de todos os portugueses para cumprir a sua missão.

 

Obrigado. Juntos, podemos salvar vidas!

imagem do post do Balanço da atuação do INEM em contexto COVID-19
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