CODU-Mar: Quando a emergência médica acontece a bordo de embarcações
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem uma estrutura no Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) com a finalidade específica de prestar aconselhamento médico a situações de emergência que se verifiquem a bordo de embarcações. Este serviço designa-se por CODU-Mar. Só no ano de 2018 foi chamado a intervir em 72 situações.
Estas 72 intervenções correspondem a uma média diária de 0,2 ocorrências, tendo-se verificado uma diminuição de 39% face a 2017, ano em que se registaram 100 intervenções.A maioria das ocorrências verificou-se em embarcações de pesca, com 23 intervenções, seguida das embarcações de passageiros com 17 ocorrências. As embarcações de carga foram o terceiro tipo de embarcação que registou maior apoio por parte do CODU-Mar, com 16 situações.
A patologia que esteve na origem da maior parte dos contactos com o CODU-Mar, e tal como sucedeu já em anos transatos, foi a traumatologia. Destas ocorrências, 42% tiveram como decisão clínica a evacuação por helicóptero para unidades hospitalares. Em 19% das situações foram dadas indicações para o desembarque em terra dos utentes e 15% das ocorrências tiveram como decisão clínica a prestação de cuidados a bordo, após aconselhamento médico por parte do CODU-Mar.
O CODU-Mar é constituído por uma equipa de médicos que garantem apoio 24 horas por dia, com a cooperação das estações Radionavais, estações Costeiras, Centros Navais de Busca e Salvamento e com a Autoridade Marítima Local (Capitanias de Portos).
O nº 2 do artigo 98º da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar refere que todo o Estado costeiro deve promover o estabelecimento, funcionamento e a manutenção de um adequado e eficaz serviço de busca e salvamento a fim de garantir o salvamento marítimo e aéreo.
O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo português é coordenado pela Marinha Portuguesa, através dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) . Os MRCC coordenam os meios da Marinha Portuguesa, da Força Aérea Portuguesa e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), incluindo o CODU-Mar do INEM.
Foto: FAP
