Semana do Aleitamento Materno – de 28 de setembro e 5 de outubro

“Aleitamento Materno – Um alicerce para a vida” é o tema da Semana do Aleitamento Materno, que em Portugal se assinala de 1 a 5 de Outubro. O arranque da Semana acontece teve início com a Conferência Internacional de Aleitamento Materno 2018, no Porto.

 

Estarão em análise na conferência os desafios colocados pelas desigualdades, crises e pobreza que marcam a actualidade global, destacando-se o papel do aleitamento materno como um dos mais importantes alicerces para uma boa saúde ao longo da vida das crianças e das mães. Os recém-nascidos que são amamentados na primeira hora têm benefícios insubstituíveis. Em Portugal, 84,1% dos bebés são amamentados durante a primeira hora após o nascimento*. Esta percentagem é superior nos hospitais e maternidades Amigos dos Bebés (86,1%).

 

A nível global, o cenário é diferente, estimando-se que três em cada cinco bebés – ou 78 milhões – não são amamentados na primeira hora de vida, o que os coloca em maior risco de morte e doença** e os deixa menos aptos a serem amamentados mais tarde, segundo o relatório “Capture the moment” publicado pela UNICEF e pela OMS em Agosto. A grande maioria destes bebés nasce em países de baixo e médio rendimento.

A CNIAB/UNICEF apela aos governos, sector privado e sociedade civil para que sejam implementadas várias medidas de apoio aos recém-nascidos:

 

  • Aumentar o financiamento e a consciencialização para elevar as taxas de amamentação desde o nascimento até os dois anos de idade (amamentação em exclusivo até aos 6 meses e conjuntamente com a alimentação complementar até aos 2 anos, preferencialmente);
  • Estabelecer medidas legais sólidas que regulamentem a comercialização de substitutos do leite materno, assim como de biberons e tetinas;
  • Promulgar uma licença familiar remunerada e implementar políticas de amamentação no local de trabalho, incluindo intervalos remunerados para amamentar;
  • Implementar os dez passos para o sucesso do aleitamento materno em hospitais e maternidades e fornecer leite materno para recém-nascidos doentes;
  • Garantir que as mães recebam aconselhamento especializado em amamentação nas unidades de saúde e, em especial, durante a primeira semana após o parto;
  • Fortalecer a relação entre as unidades de saúde e as comunidades que servem, para que as mães possam ter apoio contínuo durante a amamentação;
  • Melhorar os sistemas de monitorização destinados a supervisionar as melhorias nas políticas, programas e práticas de amamentação.

 

Fonte: DGS

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