13-12-2017

Jornal O MINHO em turno no CODU do Norte do INEM

O Jornal o Minho teve a oportunidade de acompanhar os profissionais e as viaturas do INEM que a todo o momento se cruzam na rua e que são órgãos de um complexo organismo, cujo “cérebro” é, em termos operacionais, o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), instalados no Porto, Coimbra, Lisboa e Faro, em que o importante é sempre a vida, a sua salvaguarda e o apoio médico.

 

O MINHO esteve esta semana num turno completo do CODU do Norte, ao lado dos operadores que recebem os telefonemas do 112, relacionados com as questões de saúde – acidentes e doenças súbitas – e todos eles técnicos de emergência pré-hospitalar que numa primeira fase avaliam as situações, após o que se segue o despacho dos meios, de permeio com o acompanhamento e retaguarda permanente aos profissionais do INEM que partem para o terreno.

 

Ao contrário do que se pensa, o facto dos operadores, técnicos de emergência pré-hospitalar também, fazerem sucessivas perguntas, acerca do estado e da idade ou outros pormenores das vítimas, não atrasa os meios de socorro do INEM, porque esses, entretanto, já vão a caminho, como permite avaliar os desenvolvimentos da situação reforçar ou diferenciar, quer os profissionais, do INEM, da Cruz Vermelha e das Corporações de Bombeiros, quer os meios de socorro das respetivas instituições que se articulam no teatro de operações numa lógica de complementaridade e de especialidade de cada um dos deles.

 

 

Para se ter uma ideia do trabalho de coordenação, de encaminhamento e dos meios envolvidos, basta referir que no ano de 2016 o INEM, sempre numa lógica interdisciplinar, do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), através dos seus quatro CODU atenderam, ao todo 1.370.348 chamadas de emergência, isto é, aproximaram-se da fasquia de um milhão e meio de casos e teve 89 acionamentos no CODU-Mar.

 

Quanto ao seu Centro de Informação Anti-Venenos (CIAV), respondeu a 31.662 pedidos de ajuda, tendo chegado 8.777 chamadas ao seu Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) que no caso do CODU do Norte dispõe de uma unidade permanente de intervenção coordenada já ao nível nacional pela psicóloga Sónia Cunha.

 

O CODU do Norte, tal como os outros três, os de Coimbra, de Lisboa e de Faro, trabalham num sistema em que todos os operadores recebem chamadas oriundas de todo o país, caindo o telefonema seguinte para o operador que se encontrar disponível há mais tempo, é aquele que atende, quer dizer, com o sistema de interligação e os meios informáticos permanentemente ativos e disponíveis, no Porto recebe-se uma chamada de Faro ou em Lisboa de Avis.

 

Mas já ao nível de acionamento de meios, a fase logo seguinte, os meios são geridos e encaminhados regionalmente, isto do Porto, para a zona do Norte, mas neste caso numa área extensa até ao Sul do Rio Douro e pelo seu Interior.

 

Um aspeto muito importante é que não há uma única chamada telefónica ao 112 que, chegando ao INEM, fique sem resposta, mesmo que o telefonema caia, o Instituto Nacional de Emergência Médica retoma o contacto e se tais insistências não foram possíveis, aciona os meios e as autoridades nos locais.

 

Na retaguarda dos técnicos de emergência pré-hospitalar estão, entre outros, Marisa Costa. Durante a reportagem, a responsável pelo turno era Ana Dias.

 

Os elos da cadeia da vida
O delegado regional do INEM no Norte é o médico António Táboas, natural de Arcos de Valdevez, que trabalhou nos Hospitais de Viana do Castelo e de São João, no Porto, antes de abraçar este desafio, que tanto o leva a dirigir a área diretiva daquele instituto, como a estar na linha da frente, na qualidade de médico, validando também propostas de procedimentos clínicos urgentes, na função de médico regulador por quem passam decisões mais importantes.

 

Em entrevista ao O MINHO, registada em vídeo, António Táboas sintetizou as tarefas que cabem ao CODU, no Norte, 24 horas por dia e 365 dias por ano, destacando “a importância do apoio de todos aqueles que nos contactam nos darem conta daquilo que se está a passar no local, para avaliarmos melhor a situação e também aconselharmos enquanto não chegam os profissionais de saúde, pois quando tal suceder, estarão os meios adequados onde é preciso”.

 

De acordo com António Táboas, “todos esses elos da cadeia da vida, que nós chamamos a cadeia de sobrevivência, são importantes para tudo correr bem”.

 

Leia aqui a reportagem do Jornal O Minho.

imagem do post do Jornal O MINHO em turno no CODU do Norte do INEM
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