Instituto Ricardo Jorge avalia e monitoriza efeitos dos incêndios na saúde da população

Catorze organismos públicos ligados ao Ministério da Saúde reuniram-se, dia 4 de julho, na Câmara Municipal de Pedrógão Grande, para ajudar a definir uma resposta a longo prazo para a zona afetada pelo incêndio de 17 de junho nas vertentes da doença orgânica, saúde mental e saúde pública. O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge será responsável por projeto de avaliação e monitorização dos efeitos dos incêndios na saúde da população.

 

Objetivo passa por avaliar os efeitos na saúde da população exposta ao incêndio e respetivos produtos de combustão, ocorridos no médio e longo prazo, de forma a produzir informação pertinente para a tomada de decisão nos vários níveis das estruturas intervenientes, organização da prestação de cuidados e facilitar a intervenção dos agentes comunitários envolvidos na resolução do problema. Iniciativa visa ainda minimizar os riscos de exposição durante a fase de limpeza, reconstrução e recuperação do meio ambiente.

 

Devido às características do evento, a população-alvo abrangida pelo projeto do Instituto Ricardo Jorge não se resume à população que esteve diretamente exposta ao fogo, mas deverá incluir também a população da área geográfica que sofreu a influência da propagação da massa de ar contaminada com os produtos da emissão.

 

No final da reunião, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, garantiu total apoio à população afetada pelo incêndio de 17 de junho nas vertentes da doença orgânica, saúde mental e saúde pública. “Esta é uma resposta dinâmica e flexível, disponível para ir às populações mais remotas, às pessoas mais isoladas, de modo a que ninguém fique para trás”, referiu citado pela agência Lusa.

 

Segundo o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, as várias etapas previstas no plano de ação estão “programadas, articuladas e coordenadas” e vão estender-se durante pelo menos dois anos, junto das populações dos concelhos afetados, sendo que, em algumas áreas, como a saúde mental, podem estender-se no tempo. “O programa pode durar mais de dois anos. Temos o exemplo da tragédia de Entre-os-Rios, em que na saúde mental foram precisos mais anos de apoio e, portanto, temos de ter a capacidade de ao longo do tempo ir reconhecendo as necessidades e lhes responder”, salientou.

 

Ainda de acordo com Fernando Araújo, a reunião serviu para coordenar as várias estruturas ligadas à saúde que já estão no terreno, de “modo a que o plano seja efetivo, não haja pessoas que fiquem para trás e todos os meios necessários estejam no terreno”. O responsável acrescentou também que, no caso da saúde pública, vão ser monitorizadas “cuidadosamente” as questões relacionadas com as águas e os solos, de modo a identificar e, se preciso, ter uma intervenção adequada para que a contaminação eventual das águas ou dos solos não coloque em causa a saúde das pessoas.

 

Fonte: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge

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